quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Astrolábio, Circuito Ecológico Parque do Guapituba

Astrolábio, Circuito Ecológico Parque do Guapituba.

Apresentação da Professora Sandra Regina Chinchio Nascimento

No mês de junho de 2009, como parte das atividades da Programação do Mês do Meio Ambiente, desenvolveu-se no Parque do Guapituba uma atividade de formação aos professores da rede municipal de Mauá. Esse trabalho é resultante de uma ação integrada entre as secretarias municipais de Educação e de Meio Ambiente.
O uso do Astrolábio, um dos instrumentos que serviram de guia para as grandes navegações portuguesas a partir do século XV, foi inicialmente utilizado no desenvolvimento das aulas de Matemática na Escola Municipal Cora Coralina, sob orientação do professor Alcides e professora Juliana. O instrumento desenvolvido com material reciclável pelos alunos para, no caso da atividade prevista, aplicação de princípios matemáticos (trigonometria) medindo a altura de objetos de referência.
No circuito ecológico do Parque do Guapituba, com a apresentação da professora Sandra Chinchio, a relação foi da medição dos eucaliptos de grande porte existentes no local, no intuito de apresentar de forma didática a aplicação prática dos conteúdos da disciplina de Matemática de forma interdisciplinar. Assim como, o astrolábio como meio de orientação, foi trabalhado também noções sobre pontos cardeais e colaterais (Geografia), a historicidade do próprio astrolábio (História) e outros temas como umidade, evapotranspiração, espécies arbóreas, eutrofisação, princípio da gravidade, etc. (Ciências - Física, Química e Biologia/Botânica).
A atividade foi a última estação (etapa) no circuito ecológico que contou nas estações anteriores com uma palestra sobre o plástico: vilão ou mocinho? (engenheiro Márcio Eing); visita à nascente dentro do parque (Eliésio, meio ambiente); aspectos histórico e ambientais do parque (técnico ambiental Humberto); verificação do microclima e evapotranspiração (professora Regina da EMEJA Clarice Lispector), todas elas desenvolvidas nas trilhas internas do Parque do Guapituba.

video

Dobraduras, Projeto Arca de Noé

PROJETO ARCA DE NOÉ

Escola Municipal Lucinda Petigrossi Castabelli

A educação ambiental, conforme concebida no Programa de Educação Ambiental de Mauá que direciona as ações na rede municipal de ensino deve ser trabalhada desde a educação infantil. As escolas têm autonomia em desenvolver projetos próprios a partir dos princípios norteadores da Secretaria de Educação e do Projeto Político Pedagógico de cada unidade.
Nesse sentido, a Escola Municipal Lucinda Petigrossi Castabelli, através das professoras Madalena e Tatiana apresentou com a chegada da estação do ano da Primavera um trabalho lúdico-pedagógico com as crianças da educação infantil nomeado Projeto Arca de Noé.


Atividade das crianças com dobraduras


As dobraduras representam a "Arca de Noé" com seus animais.


Os textos de Vinícius de Moraes apresentando os animais: o leão, as abelhas, o porco e o pato.


A foca, o leão e as abelhas.


O leão, as abelhas e o porco.


Os trabalhos de dobradura das crianças.


Trabalhos das crianças organizados pelas professoras Madalena e Tatiana.


As professoras Madalena e Tatiana.


As crianças com as máscaras de animais e a comunidade visitando a exposição dos trabalhos.


A aluna e seu trabalho, orgulho pela sua produção.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Um pouco de história da Educação Ambiental em Mauá

Tamanduateí, Patrimônio Cultural de Mauá

Antônio Coelho de Souza do Nascimento

Esse trabalho foi desenvolvido na Escola Municipal de Jovens e Adultos Clarice Lispector, em 2005, em continuidade ao trabalho realizado no âmbito da educação ambiental na rede municipal de Mauá em construção desde 2003.
Inscrito no Concurso Tesouros do Brasil com patrocínio da FIAT automóveis, realização La Fabbrica Comunicação e Marketing, parceria da Usiminas e Magneti Mareli com apoio da UNESCO, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN e do Ministério da Cultura. Foi premiado com a publicação no Volume 2 do Livro Tesouros do Brasil ao lado dos 40 melhores do Brasil; escolhidos por uma comissão composta por 27 especialistas de renome nacional na área de educação e cultura, e representantes de instituições parceiras, passando antes por uma seleção preliminar realizada pela equipe técnica do projeto. Foram 783 trabalhos recebidos de todo o Brasil com a participação de 491 escolas (15.5% particulares e 84.5% públicas), 25.397 alunos, 1.224 professores representantes de todas as regiões do país.
Como integrante, além do Projeto de Educação Ambiental, do projeto NEPSO - Nossa Escola Pesquisa Sua Opinião, esse trabalho foi exposto e apresentado no Seminário Estadual Paulista do NEPSO/Ação Educativa, também em 2006.
Em decorrência da metodologia empregada, isto é, da metodologia da pesquisa de opinião, o NEPSO (princípios da livre adesão, do protagonismo de seus participantes - alunos e professores -, o trabalho se faz com e não para os participantes, a educação entendida como direito, a escuta do outro, o foco na aprendizagem e esta a partir dos interesses na necessidade de resolução de problemas e a importância da experimentação), e na perspectiva de uma Educação Social Transformadora (que considera não apenas a educação formal, mas, também a educação informal, transformando seus participantes em agentes educadores).
As atividades que fizeram parte do trabalho estão: a coleta de depoimentos dos moradores da região sobre recordações de vida, relacionadas ao Rio Tamanduateí; Elaboração de texto contendo descrição das condições naturais do rio e os problemas atuais; Monitoramento das águas do rio; Pesquisa de Opinião, elaborada pelo grupo, para saber a opinião da comunidade a respeito do rio e concurso de poesia realizado na escola, tendo o rio como tema.
Seus resultados, extrapolando os muros da escola, explicitou além do protagonismo social, que se concretizou em uma carta à população mauaense, apontou para a cidade a possibilidade de tombamento enquanto patrimônio ambiental, cultural e histórico do rio Tamanduateí para a cidade de Mauá. Nesse sentido, agora em 2009, é pauta de discussão no CONDEPHAAT-Ma seu tombamento apoiado pelas Secretarias de Educação e Meio Ambiente do município.
TAMANDUATEÍ, PATRIMÔNIO CULTURAL DE MAUÁ
Um rio de muitas curvas
Muitas são as cidades que se desenvolveram à margens de rios e com eles criam uma relação profunda. Assim é Mauá, em São Paulo, com o rio Tamanduateí. Muitas gerações ali se banharam, pescaram, mataram a sede, lavaram roupa e admiraram sua beleza natural cercada de lendas. Suas margens testemunharam o crescimento da cidade e suas transformações, das missões jesuíticas dos tempos coloniais até a chegada de grandes indústrias.
Em tupi-guarani, Tamandetay significa "rio de muitas curvas" ou "dos tamanduás", conforme as versões existentes. O Tamnaduateí é um dos rios mais importantes de São Paulo com uma bacia de 320 km². Ele nasce na Serra do Mar e deságua no rio Tietê. De seus 35 km de extensão, nove estão em Mauá.
Os habitantes da cidade sustentam a crença de que suas águas são milagrosas e capazes de curar problemas nos olhos. Os poderes do rio começaram a ser percebidos na segunda metade do século XX por trabalhadores que extraiam granito de uma pedreira. Eles se dirigiam à nascente do Tamanduateí para lavar os olhos machucados pelo pó de pedra e, com o tempo, perceberam a melhora da visão. Assim, os escarpelinos, como são chamados esses operários, passaram a acreditar no poder de cura das águas. Para homenagear Santa Luzia - santa protetora dos olhos - construiram ao redor da nascente do rio um pequeno oratório. Com o passar dos anos, a pedreira foi desativa, mas a crença nos benefícios das águas do rio perdura até hoje.
Além de alimentar as crenças do povo de Mauá, o Tamanduateí também foi fonte de desenvolvimento para a cidade. Suas águas foram utilizadas de diversas formas por importantes indústrias de pedra, louça, cerâmica e tratamento de couro da cidade. Essas fábricas fazem parte também da história de Mauá. e alguns de seus vestígios são tombados pelo Patrimônio Histórico, como a chaminé remanescente da fábrica de couro Cortume.
Poluição
O crescimento industrial, além de progresso, trouxe muitos problemas para Mauá e para o rio Tamanduateí. O curso do rio foi alterado, as várzeas ocupadas e o leito poluído. A beleza e o encanto foram sendo substituídos pela sujeira e pelas mazelas da falta de preservação.
O Tamaduateí é hoje um esgoto a céu aberto e a população se acostumou a jogar lixo em suas margens. Para ser preservado e voltar a ser o que era, é preciso conscientizar os habitantes da cidade sobre sua importância ambiental, histórica e cultural. Somente mudando a maneira como as pessoas vêem o rio é possível restituir a ele seu verdadeiro significado.

FONTES:
> Nascimento, Antônio Coelho de Souza do (coordenação) e outros. Rio Tamanduateí (pág. 66 e 67) in Tesouros do Brasil, volume 2, La Fabbrica do Brasil, São Paulo, 2006.
> NEPSO. Almanaque NEPSO 2007 - Nossa Escola Pesquisa Sua Opinião. Instituto Paulo Montenegro / Ação Educativa, São Paulo, 2007.
> Prefeitura Municipal de Mauá. Projeto Político Pedagógica da Escola Municipal de Jovens e Adultos Clarice Lispector, Mauá, 2005.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Mostra seu rosto, professora / mestra


Mostra seu rosto, professora / mestra

Olhar atento,
voz pausada, porém firme...
Volta e meia, revê sua história.

Missão...

Olhar atento,
mão firme, porém afável...
A todo momento a sua condição presente.

Conduz ação...

Faz-nos assumir a feminilidade...
de sermos firmes nos grandes sofrimentos...
de sermos emoção em comunhão com a razão.

Essas condições fazem parte de nossa práxis educadora.

Gostar dos filhos dos outros, como gostamos dos nossos.
De sentirmos, como crianças, o compartilhar com a diversidade.
De ações Ideologicamente compromissadas...

Olhar atento,

Por um desenvolvimento humano, de todos...
Por uma educação socialmente transformadora...

Mostremos nossos rostos (homens e mulheres)!

(Antônio Coelho de Souza do Nascimento)

Dia do professor
Mostra seu rosto, professora / mestra
Participar do desenvolvimento humano é condição intrínseca da educação ambiental. Nesse dia 15 de outubro, o dia do professor, temos que nos apresentar na luta e na busca de uma sociedade mais justa onde todos devem ser respeitados em suas diferenças.

À todos, mulheres e homens:

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Os pilares da educação na prática educativa: A educação ambiental e letramento, uma possível rotina

OS PILARES DA EDUCAÇÃO NA PRÁTICA EDUCATIVA:
A educação ambiental e letramento, uma possível rotina.

Essa atividade desenvolvida pela professora Marluce dos Santos Silva com as crianças do 1º ano (alunos de 6 anos em processo de alfabetização) da Escola Municipal Maria Rosemary de Azevedo foi apresentada no curso de Pró Letramento: Alfabetização e linguagem com a tutoria da professora Regiane Ibanhez Gimenes Berni.
Através dessa socialização percebemos que a educação ambiental, entendida como pressuposto das ações fundamentadas nos pilares da educação (o aprender a aprender, o aprender a fazer, o aprender a ser, o aprender a conviver juntos e o aprender político), está intimamente (pela razão e emoção) ligada à prática da rotina escolar, isto é, na perspectiva de uma Educação Social Transformadora.


Atividade: Aplicar uma atividade de produção escrita de texto narrativo.

Dada a proposta pela orientadora Regiane, me dei conta de que mesmo sabendo, compreendendo que as crianças são capazes de produzir um texto, dentro da hipótese que se encontra, eu ainda não havia colocado esta atividade para eles.
Pensei muito, mas como já havíamos escrito uma carta coletiva sobre a caminhada ecológica (caminhada pelo bairro: Mauá, a cidade que eu gosto*) em volta do quarteirão da escola, retirando e conversando sobre o lixo, no meio ambiente, resolvi que o texto seria sobre esse assunto, recente, vivenciado por eles e em duplas.

Desenvolvimento da atividade:
  • organizei as duplas, desta vez por afinidades entre eles;
  • contei que a proposta desta vez era escrever um texto, igual a carta, as histórias que a "pro" lê, mas que seria fácil porque era sobre a nossa caminhada do meio ambiente;
  • resgatei no coletivo como foi aquele dia e, em seguida, entreguei a folha para que registrassem;
De momento, nenhum aluno fez perguntas, ficou um silêncio, o que é raro, e nenhuma dupla começou a escrever e falar sobre o que fazer. Então perguntei o que houve? O aluno Alexandre falou: "a gente só sabe escrever igual SUCO GELADO", para descontrair o ambiente eu falei para eles que quando eu era pequena também não sabia, mas um dia eu comecei escrevendo tudo errado, depois fui melhorando e hoje eu ainda tinha que aprender mais, o importante era começar, senão como melhorar, se não tentar escrever.
Subestimei minha turma achando que escreveriam em forma de lista, quadrinha, mas me surpreendi, pois quase todos escreveram realmente em forma de texto (relato¹).
Durante a atividade eles conversavam entre eles sobre as lembranças do dia, uma ou outra dupla como no caso da Samanta e Maria Luiza pensavam alto qual era a letra para escrever, por exemplo, fralda-AA e lixo-IXO.
Por ser a primeira atividade de produção de texto escrito por eles fiquei muito feliz com o resultado.
(* nota do editor), (¹ nota de Regiane)
(Marluce dos Santos Silva)
09.06.2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Projeto Ritmos do Brasil

A Catira, resgate cultural de Mauá
Apresentação do Grupo de Catira Az de Ouro e de Inezita Barroso no Centro de Formação e Integração Comunitária Cora Coralina. Evento que marcou o lançamento do Projeto Dança Folclórica Catira, como proposta de resgate cultural de nossas raízes. Trabalho da Equipe da Igualdade Racial se concretizará com curso de dança catira para os alunos da Escola Municipal Cora Coralina.

Na abertura do lançamento do projeto contou com a presença do Prefeito de Mauá Professor Oswaldo Dias ao lado de Inezita Barroso e de Jaci Cesário, fundador do grupo de catira (Az de Ouro) de Mauá.


Inezita Barroso é recebida calorosamente no Teatro do Centro de Formação e Integração Comunitária Cora Coralina pela comunidade do Jardim Bom Recanto e autoridades da cidade.


Catireiros se apresentam para o público na noite de 18 de setembro, uma noite auspiciosa!

sábado, 19 de setembro de 2009

Educação Ambiental: As crianças do Samir Auada conhecendo o espaço do entorno da escola

Educação Ambiental
As crianças do Samir Auada conhecendo o espaço do entorno da escola.



Pelas ruas do bairro, sob a orientação das professoras observando o ambiente


A bandeira ambiental em exposição na Câmara Municipal de Mauá
com os desenhos das 36 escolas da rede de Mauá, entre eles, o da
Escola Municipal Samir Auda








A escola na caminhada, Mauá a cidade que eu gosto.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Estudar ainda garante o futuro


Estudar ainda garante o futuro? - Clique para AmpliarEstudar ainda garante o futuro?


A região do ABCD e demais cidades da Grande São Paulo tiveram momentos de muita riqueza e esplendor industrial. A chegada da Volkswagen na cidade de São Bernardo do Campo na década de 50, da General Motors em São Caetano e de tantas outras multinacionais que aqueceram o desenvolvimento da região trouxeram consigo empregos, riqueza, tecnologias e vagas de trabalho. Essa situação atraente possibilitou inúmeras pessoas e famílias migrarem para essas cidades, e assim, estabelecer moradia à procura de trabalho nas grandes empresas e montadoras mudando todo o cenário econômico, geográfico e político dessas regiões.

Sabe-se que o Brasil na década de 60 ainda apresentava um número alto de analfabetismo ( BEISIEGEL, 1974)1 e que, o acesso e permanência na escola não eram suficientes para todos, principalmente em uma região em constante expansão e crescimento demográfico. Assim, entre o buscar o emprego e o dinheiro, ou poder estudar, muitas pessoas optaram pela garantia do sonho paulistano e da industrialização ainda não conhecida em muitos estados brasileiros. A escola ainda não era o objetivo de todos esses migrantes, o que mais importava era o trabalho, o dinheiro no fim do mês, a comida no prato da família e de cada vez mais, dos familiares que também vinham tentar a sorte aqui, mesmo com condições de moradia bastante rudimentares, em aglomerados ou cortiços na cidade de São Caetano, ou nas favelas em São Bernardo e Santo André.
Nas duas décadas seguintes o número de migrantes da região nordeste e de muitas outras regiões do país cresceu muito. As cidades se modernizaram, as vias públicas foram preparadas para atender às necessidade das empresas. A via Anchieta foi iluminada em seu perímetro urbano, a Rodovia dos Imigrantes foi construída para atender mais o acesso de caminhões para as empresas. São Bernardo já contava com mais empresas do setor automobilístico, entre elas: Volkswagen, Ford, Scania, Karmanghia, Mercedez, Chrysler e todas as outras empresas de peças, latarias, estofados, pneus e logísticas necessárias para compor esse pólo industrial. Contudo, cada vez mais pessoas vinham vindo para essas cidades e o aumento dos empregos era consequencial para a atração dessa mão-de-obra necessária, e ao mesmo tempo, barata. A Volkswagen em seu auge chegou a ter cerca de 50 mil funcionários, por exemplo, e todo esse cenário ainda não tinha sido pensado de forma educacional. As escolas não tinham vagas suficientes para atender essa superpopulação e as políticas públicas, ainda não tinham previsto a necessidade da escolarização desses migrantes, que chegavam à Grande São Paulo sem ao menos saber assinar seus nomes. Esse era um grande desafio para a educação e os órgãos responsáveis, mas o milagre econômico ainda era o sonho que se esperava acontecer.

Hoje, após anos desde essa expansão econômica que aconteceu, as pessoas buscam a escola novamente. Buscam-na, ou por um novo momento em suas vidas na aquisição dos saberes da humanidade, ou em busca da escolarização que não concluíram em momento devido. Assim, a busca pelos bancos escolares e a certificação do término do curso com o propósito de possibilitar oportunidades de trabalho, ou mesmo na esperança de manter o trabalho em que já estão.

Esse era o cenário do sonho paulistano: o enriquecimento, o acesso ao trabalho, o acesso ao capital cultural e econômico. Mas nessa selva de pedras, o mais forte nem sempre ganha. A indústria tem outra abordagem de captação humana. Ela não captava apenas o mais forte, e sim o que pode produzir, independente de sua capacidade intelectual, coisa que, por exemplo, atualmente não ocorre mais. A produção está atrelada à ideia de produção cultural e de habilidades cognitivas necessárias para competências exigidas no mercado de trabalho que outrora ainda não eram exigidas. A capacidade de produção contínua como o modelo Fordista e Taylorista era a única exigência, muitos foram contratados apenas por estar no dia de contratação das empresas pois as vagas de trabalho eram muitas, em todos os segmentos nessas cidades, decorrentes de toda essa produção. Contudo, a necessidade de trabalhar, cuidar da família e da que ainda estava na cidade de origem, pois muitos migrantes enviavam parte de seus ganhos àqueles que não vieram com eles, não permitia o acesso à escola, e a escola também não tinha tantas vagas. Obter uma vaga num curso regular do antigo 2º Grau noturno era uma missão quase impossível e as escolas não davam conta de tamanha demanda, mesmo com outras escolas sendo construídas nas cidades, ainda faltariam vagas e as leis da educação não promulgavam, ainda, a obrigatoriedade dos estudos em idade escolar e oferta de vagas, quanto menos escolas que atendessem jovens adultos. Essas eram dificílimas encontrar públicas! Escolas particulares começaram a oferecer o ensino supletivo de 1º e 2º graus, e começou a escola MOBRAL e o MOVA ( Movimento de Alfabetização de Adultos). As próprias empresas e o Sindicato dos Metalúrgicos começaram oferecer cursos de alfabetização aos seus funcionários e associados, e mesmo assim, as vagas não eram suficientes. A democratização do ensino estava em descompasso com o crescimento industrial. Os filhos desses migrantes que estavam em período de escolarização, nem sempre conseguiam persistir nos estudos. Ou a necessidade de trabalhar os tirava da escola, ou mesmo uma oportunidade de emprego inesperada aparecia, e entre o optar pelo capital cultural ou capital econômico, não havia dúvidas. O econômico determinava uma situação social e cultural dessas comunidades que se formatam em lugares de difícil acesso, como em áreas de mananciais nas cidades de São Bernardo, Santo André, Ribeirão Pires e Mauá.

O avanço industrial continuou. As empresas foram automatizadas, robotizadas, informatizadas. A máquina tirou muitos empregos dos homens. Alguns aposentaram e retornaram às cidades de origem, outros ainda vivem nesses cidades. As escolas ampliaram suas vagas de oferta de ensino fundamental e médio, e também no formato de Educação de Jovens e Adultos. Os jovens cresceram e a globalização é um fato que todos vivenciam. Agora, o que fazer em tempos de crise? Correr para a escola e terminar os estudos ou procurar um novo pólo industrial para tentar a vida? Hoje, a falta do ensino, ou sua conclusão, fazem falta na hora de buscar por um emprego. As vagas de oferta de emprego diminuíram e se tornaram mais competitivas. O capital cultural faz falta diante da falta do capital econômico. Como conseguir essa inserção ou reinserção no mercado de trabalho, diante de uma nova realidade de vida desses alunos egressos, com uma vida em curso: família, filhos, dívidas, sonhos, frustrações. Enfim, qual o sabor ou o dissabor do estudo e quais as conseqüências do despreparo educacional, diante de um mundo que exige que o funcionário faça tudo, ou ao menos saiba como buscar ferramentas para aprender a fazer aquilo que não sabe? Será que a escola pode promover essa inserção no mundo do trabalho? Ou reestruturar socialmente uma sociedade industrializada? E ainda, em constantes transformações? Como essa promoção social pode acontecer na busca desses adultos que retornam para a escola em busca do seu sonho de trabalhar?

A relação, trabalho e escola, carrega intrinsecamente a dimensão de aceitação social, do ser e fazer, e do querer e ter. A mentalidade de que a educação "abre portas", ou " abre caminhos" para esses "caminhos fechados", ou como a solução de um problema social e econômico, e não de formação de identidade, de sujeitos, de consciência política das práticas sociais e ativos culturais da humanidade. A escola tenta ligar o aluno ao trabalho que ele tanto necessita, uma vez que ao preencher uma ficha para qualquer vaga ocupacional se exige o Ensino Médio completo. "Completo" ou concluído? Pois, na Educação de Jovens e Adultos, o que se espera como formação desses alunos? O que pode ser completo a não ser sua própria experiência como ser humano, vivendo em uma sociedade de fortes diferenças sociais e culturais?

Será a escola uma forma de salvação da sociedade capitalista? E se o aluno retornar à escola e ao terminar o Ensino Médio ainda não conseguir emprego? Ele ficará satisfeito ou decepcionado consigo mesmo? A quem mais ele vai culpar ou auto-culpar? O capital cultural garante efetivamente o econômico? A escola pode ser pensada como um espaço de oportunidades e construção de conhecimento e saber, próprios de cada um e da humanidade? Não seria muita pretensão ou talvez, até mesmo, muita responsabilidade se a escola tiver de dar conta também das mudanças políticas, sociais, culturais e econômicas?

Essas questões demonstram alguns fantasmas que ainda assolam a Educação dos jovens e adultos. Em um mundo cheio de desigualdades, em suas vidas de sonhos e frustrações, em suas necessidades de capital financeiro, muitas vezes em detrimento do capital cultural, enfim, fazem muitos alunos voltarem para escola, cheios de sonhos e outros nem sonhos têm para voltar. Mas essa volta não é garantia nenhuma a eles. A sociedade se apresenta de forma individualizadora, e o ser humano, é esquecido; tanto na escola como no trabalho. Muitas vezes não passamos de um número na empresa, na escola, para o governo. Somos mais que isso tudo. Somos humanos, cidadãos, sujeitos de nós mesmos e para que as mudanças aconteçam em nossas vidas, na escola e no trabalho, temos de trazer essa mudança de dentro de nós, pois mudança é atitude: Atitude de querer melhorar, mudar, e de se transformar, não apenas para o trabalho, mas também para a vida.



Por:Marcus Tadeu Meneghelo

Pedagogo e Especialista. Professor Titular da Rede Estadual de São Paulo. Professor Coordenador Pedagógico. Mestrando em Educação - Universidade Metodista de São Paulo.


1- BEISIEGEL, Celso de Rui. Estado e Educação Popular. Biblioteca Pioneira de Ciências Sociais, São Paulo, 1974

sábado, 5 de setembro de 2009

Educação Patrimonial, Meio Ambiente e Diversidade Cultural


Projeto aproxima estudantes dos patrimônios de MauáImprimirE-mail
Qua, 02 de Setembro de 2009 03:26
Da Redação - Desenvolver a consciência de valorização
e cidadania, resgatar a história e a memória
relativa aos patrimônios. Estes são alguns dos objetivos
do projeto piloto “Educação Patrimonial: Meio
Ambiente e Diversidade Cultural”, desenvolvido pela
Prefeitura de Mauá em parceria com a ONG Naega.
O objetivo é envolver a comunidade escolar com a
sociedade.
Cerca de 40 alunos do 8º ano do Ensino Fundamental
(período da manhã) da Escola Municipal Cora Coralina
participarão da iniciativa. Serão ministradas, por
um grupo intersecretarial, nove aulas, sendo expositivas
– que ocorrerão na própria unidade de ensino e serão
utilizados recursos áudios-visuais – e estudos de campo.

fonte: www.cliqueabc.com.br


Os estudantes visitarão diversos pontos da cidade,
como a Gruta de Santa Luzia, o Parque Municipal do
Guapituba, a Capela da Santa Casa, a casa bandeirista
Museu Barão de Mauá, além de conhecerem um pouco
mais da história e assistirem a uma apresentação do
grupo ‘Samba Lenço’, considerado um bem imateriale
tombado como patrimônio do município.

"Fazer com que eles descubram o que temos, conheçam
a história e se identifiquem com a cidade, criem vínculos
emocionais e afetivos e se apropriem do que é de direito",
afirmou o presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio
Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de Mauá,
William Puntschart, que é também um dos
coordenadores do projeto.

A primeira aula será nesta quarta-feira (2), na
Cora Coralina, quando serão trabalhados com os alunos
conceitos de patrimônio. O último encontro está previsto
para 25 de novembro. Na ocasião, os estudantes irão
expor o que aprenderam no decorrer das atividades.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Projeto Sanear




PROJETO SANEAR

O Projeto Sanear foi criado para revitalizar o Rio Tamanduateí. Nesse sentido, os córregos que constituem sua bacia hidrográfica também fazem parte desse processo. Vamos conhecer um pouco como caminha seu processo de implantação:
PROJETO SANEAR
Obras
Desde o inicio de suas atividades, a Ecosama já implantou mais de 56 km de redes
coletoras e 11 km de coletores tronco, que nessa 1ª etapa são 5: o Itrapoá, Taboão,
Itapark, Corumbé e Capitão João.
Iniciou o tratamento de esgoto nos bairros Sônia e Silvia Maria, onde mais de
3.500 famílias estão sendo beneficiadas, o que corresponde a 5% do esgoto da Cidade.
A nascente do Rio Tamanduateí, na Gruta Santa Luzia foi totalmente despoluída.

Tecnologia







Projeto SanearData: 27/10/2008

*Fonte: Departamento
Projetos e Obras

Para a realização dessas obras a ECOSAMA conta com pessoal qualificado e experiente,
além de métodos modernos e não destrutíveis, ou seja, que não interferem na superfície,
não interrompem o tráfego de veículos e pedestres e ainda preserva as construções
existentes. Um exemplo foi a utilização do método “tubo line”, na transposição da linha férrea,
próximo ao Viaduto Juscelino Kubitschek, que consiste em escavação de 1,40m de
diâmetros e colocação de chapas de aço.
Isso demonstra que a ECOSAMA trabalha pensando no bem estar da população,
na preservação do meio ambiente e no desenvolvimento sustentável.
Ecosama. Saúde de Qualidade de Vida!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Orquestra de Violeiros de Mauá: educação ambiental e a música

ORQUESTRA DE VIOLEIROS DE MAUÁ

A educação ambiental passa também pela voz e instrumentos da orquestra de violeiros de Mauá. Estaremos disponibilizando letras e músicas que retratam as condições ambientais cantadas por esse grupo representativo da cidade.

História da Orquestra de Violeiros de Mauá
Na segunda noite do mês de agosto de 1990, 30 violeiros se reuniram no Salão Paroquial da Igreja de Nosssa Senhora das Vitórias, em Mauá-SP. Apoiados pelo Padre Fábio Faria de Oliveira, que estava à frente da comunidade, o grupo resolveu adotar o nome de "Orquestra de Violeiros de Mauá".
Com o decorrer do tempo, outros violeiros foram sendo convidados a participar dos ensaios; passados quatro meses de sua criação, a orquestra já contava com 50 integrantes. Foi quando, em 02 de dezembro do mesmo ano, participaram da primeira missa, tocando, cantando e animando a celebração.
Logo surgiram convites: primeiro de outras comunidades de Mauá; depois de cidades vizinhas, do interior de São Paulo e de outros estados. Após um ano de existência, a orquestra já tinha mais de 100 componentes, com violões, violas, sanfonas, berrantes, contra-baixo, percussão e outros instrumentos.
Professor de música e ministro da Palavra na comunidade, João Aletto Filho foi o idealizador e fundador da orquestra e atuou como maestro por 10 anos. Joelson de Moura Franco é o atual regente da Orquestra, dividindo as funções com José Manoel Lira, como segundo regente e Euclides Volpi dos Santos como suplente.
A Orquestra de Violeiros de Mauá nascida dentro da igreja vem conquistando espaços e expandindo sua arte. Se apresenta com freqüência em festas populares, teatros, asilos, hospitais, praças públicas, na televisão (TV Cultura, Globo, Record, CNT, Rede Vida, Canal Rural, etc) e garantindo também espaço em jornais, revistas e rádios.
Os discos da orquestra contam com um repertório variado de músicas sertanejas raiz, entre as quais encontramos clássicos do gênero como: Saudade de Minha Terra, Menino da Porteira, O Último Julgamento, Chico Mineiro, Cabocla Tereza e outros. Consta também repertório de músicas Latino-americanas, MPB, e músicas Sacras.
João Aletto Filho foi o primeiro presidente da Orquestra; Carlos Roberto Tavares o segundo; Euclides Volpi dos Santos o terceiro; Josefa C. dos Santos a quarta; Euclides Volpi dos Santos o quinto, José Manoel Lira e Josefa C. dos Santos é a atual eleita pelos integrantes.
É importante salientar que nos ensaios há sempre um espaço dedicado à reflexão da Palavra de Deus e à Oração, afinal nada mais justo que louvar e agradecer àquele que inspira esta melodia de união, fraternidade, criatividade e fé no trabalho e na arte!!!
Nossos ensaios:
Toda quinta-feira, das 19:30 às 22:00hs, no Salão Paroquial da Igreja de Nossa Senhora das Vitórias, que fica na Av. da Saudade, 814, Vila Vitória, Mauá-SP.
SEDE; AVENIDA DA SAUDADE, 814 - VILA VITÓRIA - CEP: 09360-000 - MAUÁ/SP
E-MAIL: violeirosdemaua@uol.com.br

sábado, 8 de agosto de 2009

O céu de Mauá, salpicado de verde

O céu de Mauá O Céu de Mauá salpicado de verde, visto das trilhas do Parque Ecológico, na manhã fria de 18/06/09, Quando nos reunimos para conhecer um pouquinho da história do Parque, bem como sua vegetação e suas fragilidades.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A contribuição da EM Perseu Abramo para a formação da consciência ambiental


A CONTRIBUIÇÃO DA E.M. PERSEU ABRAMO PARA A FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA AMBIENTAL

A construção da bandeira ambiental


As crianças criando o desenho de Mauá, a cidade que eu gosto.

O trabalho coletivo das crianças.

A tarefa é cumprida com seriedade.

A CAMINHADA AMBIENTAL: MAUÁ, A CIDADE QUE EU GOSTO

O cuidado na saída das crianças, particpação da Guarda Civil Municipal.

As crianças observam os resíduos sólidos (no caso, na forma de lixo) no entorno da escola.

Ações ambientais na Escola Municipal Perseu Abramo



AÇÕES AMBIENTAIS NA ESCOLA MUNICIPAL PERSEU ABRAMO

DIA DO DESAFIO


Foi grande a adesão das crianças.


As crianças ficaram atentas a todos os movimentos.

As professoaras orientaram as crianças.


O movimento do corpo é uma atividade que faz parte das nossas relações com o ambiente. A consciência ambiental se adquire com o exercício do respeito ao outro individualmente e coletivamente.


quarta-feira, 22 de julho de 2009


O Prêmio Minha Comunidade Sustentável é uma iniciativa da revista Carta na Escola em parceria com a organização não-governamental Ação Educativa. Seu objetivo é estimular e apoiar a criação e execução de projetos escolares inovadores que envolva seus alunos e professores em atividades com a comunidade do entorno e que busque soluções de sustentabilidade da vida no planeta. Os projetos devem integrar as dimensões social, ambiental e econômica, mobilizando o grupo escolar participante.
Poderão concorrer ao Prêmio Minha Comunidade Sustentável escolas públicas e privadas do ensino fundamental, médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). As propostas criadas por grupos de alunos e professores das escolas participantes deverão ser acompanhadas de orçamento e cronograma de execução.
Os prêmios variam de R$ 5 mil a R$ 20 mil. A escolha dos melhores projetos será feita por um júri de especialistas nas diversas vertentes da sustentabilidade (ambiental, social e econômica) e o processo, da inscrição à premiação, será acompanhado pela Ação Educativa. Os ganhadores terão seis meses paraimplementar o projeto aprovado sob a supervisão da Ação Educativa.
É importante lembrar que o projeto deve ser realizado por uma escola que pode estabelecer parceria com organizações não-governamentais (ONGs), órgãos públicos, universidades públicas ou privadas, associações de bairro ou instituição que ofereçam apoio técnico.
Os projetos selecionados serão divulgados na revista Carta na Escola e receberãocomo Prêmio, além do valor em dinheiro para a implementação do projeto, umabolsa integral no curso “Sala de Aula Interativa”, na modalidade Educação à Distância oferecido pelo SENAC, uma assinatura da revista Carta na Escola (por um ano) e certificado de participação.
A inscrição deve ser feita pela escola onde será desenvolvido o projeto, porque só podem se candidatar ao prêmio as unidades executoras (sem fins lucrativos) vinculadas a uma escola que tem como finalidade a gestão de recursos financeiros, como por exemplo, as Associações de Pais e Mestres (APM), Caixas Escolares, APMF, APP, APAM (o nome da instituição varia de acordo com o estado). Por isso o prêmio é para escola e não para o professor.
As inscrições vão até 28 de agosto de 2009. Importante: o projeto deverá ser enviado no ato da inscrição, no site: www.acaoeducativa.org.br/premio
Qualquer outra dúvida pode ser enviada para o meu email,girlene.santos@acaoeducativa.org ou pelo telefone (11) 3151-2333 ramal 111. Nosso objetivo é dar todo apoio aos que desejam se inscrever.
Boa sorte!

Um abraço,

Girlene Santos
Secretária Junior
Ação Educativa, Assessoria, Pesquisa e Informação
Rua General Jardim, 660 - Vila Buarque
01223-010 São Paulo - SP
Tel. (11) 3151 2333 (111)
Fax (11) 3151 2330

domingo, 21 de junho de 2009

Mauá, a cidade que eu gosto - Caminhada pelo bairro (2) dos alunos da EM Cora Coralina















O GRUPO PRÓXIMO À ÁREA RESIDUAL, DAS CHÁCARAS QUE FORMAVAM O BAIRRO.














LÁ VEM O GRUPO PELAS RUAS DA VILA ANA














MAUÁ, A CIDADE QUE EU GOSTO!



















INÍCIO DA CAMINHADA NO JARDIM BOM RECANTO, PRÓXIMO À ESCOLA.

Os alunos do 5º ano da EM Cora Coralina abriram as atividades do mês do meio ambiente com a caminhada "Mauá, a cidade que eu gosto" pelas ruas do Jardim Bom Recanto e Vila Ana, acompanhados pelas professoras, funcionários de apoio e da coordenadora do Programa de Educação Ambiental de Mauá. Inspirados pelo que viram as crianças realizaram atividades na escola no sentido de sugerir ações em benefício ao nosso ambiente, o meu ambiente: Mauá, cidade nascentes.